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- Postado por: Jefferson às 04h16
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Surto:Honra
Honra
Repetição de trabalho que não tem valor Obrigados a repetir os dias
Iguais ao dia de ontem e anteontem
Tempos remotos E Hoje, A vida não tem valor significante O valor da vida é igual de sua repetição cotidiana
Quem não trabalha não tem honra, E Honra Permite gozar de bom conceito junto à sociedade
Quem não tem honra é um ofensor, Vírus, precisa ser eliminado! Então a honra é lavada: -Você esta demitido, banido, expulso, preso, excumungado, exilado
Jefferson Rosa - segunda-feira dia 14 de agosto de 2006 - 02:50 da manhã , após o dia dos pais =(Não pude comprar nada!)
(Se tivesse optado por sociologia, talvez virasse um ofensor da Ética ou morria do coração por não conseguir ficar quieto sobre essa tal "Sociedade" construída pela evolução e domada ou quem sabe entrava na cúpula) - CATEGORIA: Surtos
- Postado por: Jefferson às 02h53
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Só poderei ir na faculdade na segunda dia 07 de agosto, subi as escadas para retirar o cachorro de apenas 8 meses e quase 40 kilos, ele tinha ganhando um osso do femur de boi e destroçou, não vi que ele havia deixado um pedaço de osso na escada e com ele no colo para faze-lo descer, tropecei no osso e cai 3 degraus com meu peso + o peso dele em cima do meu pé e o resultado foi uma contusão que mal me permite andar, mas com isso não posso deixar de ir trabalhar, perder dia de trampo é perder dinheiro e as contas nunca param, mas ir pra faculdade, andar na paulista cheia estudar e ainda sentir dor após um longa noite de trabalho é sofrer demais...
- Postado por: Jefferson às 00h48
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Continuando a limpeza do baú (mais detalhes no post anterior à este)
O laço de fita
Não sabes, criança! ´Stou louco de amores... Prendi meus afetos, formosa Pepita. Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas ?! Não rias, prendi-me Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas, Nos negros cabelos de moça bonita, Fingindo serpente quènlaça a folhagem, Formoso enroscava-se O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes de festa, Qual pássaro bravo, que os ares agita, Eu vi derrepente cativo, submisso Rolar prisioneiro Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia Debalde minhàlma se embate, se irrita... O braço, que rompe cadeias de ferro, Não quebre teus elos, Ó laço de fita!
Meu Deus! As falenas têm asas de opala, Os astros se libram na plaga infinita. Os anjos repousam nas penas brilhantes... Mas tu... tens por asas Um laço de fita.
Há pouco voavás na celebre valsa Na valsa que anseia, que estua e palpita Porque é que tremeste? Não eram meus lábios... Beijava-te apenas... Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos Nálcova onde velo ciosa... crepita, Talvez da cadeia libertes as tranças Mas eu... fico preso No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale Abrirem-me a cova..., formosa Pepita! Ao menos arranca meus louros da fronte, E dá-me por C`roa... Teu laço de fita
São Paulo, julho de 1868
(Este é um dos favoritos também que achei no mesmo livro, o intrigante é que não havia referência a autor, somente isso mesmo "São Paulo, julho de 1868" sera que é de autor desconhecido? ou esqueceram de referênciar o autor? parece ter erros de português no poema mas não há, ele foi escrito assim por causa da época "C`roa, ´Stou, quènlaça, minhàlma, Nálcova" este assemelha a uma invocação).
Hino ao Sono
Ó sono! ó noivo pálido Das noites perfumosas, Que um chão de nebulosas Trilhas pela amplidão! Em vez de verdades pâmpanos, Na branca fronte enrolas As lânguidas papulas, Que agita a viração.
Nas horas solitárias, Em que vagueia a lua, E lava a planta nua Na onda azul do mar, Com um dedo sobre os lábios No vôo silêncioso, Vejo-te cauteloso No espaço viajar!
Deus do infeliz, do mísero! Consolação do aflito! Descanço do precito, Que sonha a vida em ti! Quando a cidade tétrica De angústias e dor não geme... É tua mão que espreme A dormideira ali.
Em tua branca túnica Envolves meio mundo... É teu seio fecundo. De sonhos e visões, Dos templos aos prostíbulos, Desde o tugírio ao Paço. tu lanças lá no espaço Punhados de ilusões!...
Da vide o sumo rúbido, Da hatchiz a essência, O ópio, que indolência Derrama em nosso ser, Não valem, gênio mágico, Teu seio, onde repousa A placidez da lousa E o gozo do viver...
Ó sono! Unge-me as pálpebras... Entorna o esquecimento Na luz do pensamento Que abrasa o crânio meu, Como o pastor de Árcadia, Que uma ave errante aninha... Minhàlma é uma andorinha... Abre-lhe o seio teu.
Tu que fechaste as pétalas Do lírio, que prendia, Chorando a luz do dia E os raios do arrebol, Também fecha-me as pálpebras... Sem Ela o que é a vida ?... Eu sou a flor pendida Que espera a luz do sol.
O leilo das Eufórbias P`ra mim não é veneno... Ouve-me, ó Deus sereno! Ó Deus consolador! Com teu divino bálsamo Cala-me a ansiedade! Mata-me esta saudades, Apaga-me esta dor!
Mas quando, ao brilho rutilo Do dia deslumbrante Vires minha amante Que volve para mim; Então ergue-me súbito... É minha aurora linda... Meu anjo...mais ainda... É minha amante enfim!
Autor não definido (estava dessa forma no livro)
Acabou parte da limpeza do baú , os proximos serão próprios! 
- Postado por: Jefferson às 01h28
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A História da postagem anterior a esta,eu decidi escreve-la em um caderno ao invés de escreve-la aqui no blog que ficaria em ordem inversa por causa da ordem que são publicados os posts. Ccomeçou a correria na faculdade .
Estava arrumando a bagunça do quarto e encontrei em um fichario velho do ano 2000 com algumas velharias interessantes que retirei da biblioteca da escola quando estava no 1º ou 2º ano do ensino Médio (não lembro)
Colocarei agora alguns poemas deste velho fichário, não é CTRL+C/CTRL+V de sites da internet, tive o trabalho de digitar tudo e senti-los na época , talvez alguém até encontre estes na internet, se encontrar parabéns pela paciencia em procurar e se quiser me avisar o nome do livro que não lembro ou o nome dos autores! É gratificante abrir um arquivo secreto de coisas mágikas e compartilhar! as folhas ficarão amarelas e seria egoísmo poupar pessoas de sofrer ou sorrir com esse poemos velhos e maravilhosos dos quais tive a oportunidade de expor para algumas poucas pessoas que puderam sentir os Poemas com suas próprias formas de sentir, bem agora os Poemas com suas respectivas referências citadas no livro:
É Tarde
Olha-me ó virgem, a fronte Olha-me os olhos sem luz A Palidez do infortúnio Por minhas faces transluz Olha, ó virgem não te iludas Eu só tenho a lira e a cruz
(Junqueira Freire - No Livro não havia data, somente referência ao autor - era um livro velho, amarelado e caindo aos pedaços, não me recordo o nome, era uma coletânia de literatura luso-brasileira)
... Não me leias se buscas flamejante novidade ou sopro de Camões. Aquilo que revelo e o mais que segue oculto em vítreos alçapões São notícias humanas, simples estar-no-mundo, e brincos de palavra, um não-estar-estando mas estando de tal jeito urdidos o jogo e a confissão que nem distingo eu mesmo
O vívido e o inventado Tudo vivido? Nada. Nada vivido? Tudo. A orelha pouco explica de cuidados terrenos e a poesia mais rica é um sinal e menos.
(Poema de Drummond que serviu de orelha para o livro "Poemas", 1959, copiado no velho fichario dia 04/12/2000) um dos Favoritos
Memória
Amar o perdido deixa confundido este coração
Nada pode o ouvido contra o sem sentido apelo do Não
As coisas tangíveis Tornan-se insensíveís` a palma da mão
Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão.
(Carlos Drummond de Andrade, do mesmo livro da poesia do Junqueira)
Ser
O filho que não fiz hoje seria homem Ele corre na brisa, Sem carne, sem nome
Ás vezes encontro num encontro de nuvem Apóia em meu ombro seu ombro nenhum
Interrogo meu filho, Objeto de ar: em gruta ou concha Quedas abstrato?
Lá onde eu jazia, responde-me o hálito, Não me percebeste, contudo chamava-te
Como ainda te chamo (Além, além do amor) onde nada, tudo aspira e criar-se
O filho que não fiz faz-se por si mesmo
(Carlos Drummond de Andrade - do mesmo livro)
Confissão
Não amei o bastante meu semelhante, Não catei o verme nem curei a sarna. Só proferi algumas palavras, melodiosas, tarde, ao voltar da festa.
Dei sem dar e beijei sem bejio, (Cego é talvez quem esconde os olhos embaixo do catre) E na meia luz tesouros fanan-se, os mais excellentes.
Do que restou, como compor um homem e tudo que ele implica de suave, de concôrdâncias vegetais, murmúrios de riso, entrega, amor e pidedade?
Não amei sequer a mim mesmo, contudo proximo. Não amei ninguém. Salvo aquele passáro - vinha azul e doido - que se esfaleceu na asa do avião.
(Carlos Drummond de Andrade - Idem)
Sonetilho do falso Fernando Pessoa
I Onde nasci, morri II Onde morri, existo. III E das peles que visto, IV muitoas há que não vi
Sem mim como sem ti posso durar.Desisto de tudo quanto é misto e que odiei ou senti
Nem Fausto nem Mefisto, à deusa que seri deste nosso oaristo,
eis-me a dizer: assisto além, nenhum, aqui, mas não sou eu, nem isto.
(Carlos Drummond de Andrade - Idem)
Endechas a Bárbara
Aquela cativa Que me tem cativo, Porque nela vivo, Já não quer que viva. Nunca vi rosa em suaves molhos, Que para meus olhos fosse mais formosa.
Nem no campo flores, Nem no céu estrelas, Me parecem belas Como os meus amores: Rosto singular, Olhos sossegados, Pretos e cansados, Mas não de matar;
Uma graça viva, Que neles lhe mora, Para ser senhora De quem é cativa; Pretos os cabelos, Onde o povo vão Perde opinião Que os louros são belos.
Pretidão de amor, Tão doce figura, Que a neve lhe jura Que trocara a cor. Leda mansidão, Que o siso acompanha, Bem parece estranha, Mas Bárbara não.
Presença serena Que tormenta amansa: Nela enfim descança Toda minha pena. Esta é a cativa que me tem cativo; E, pois nela vivo, É força que viva.
(Redondilha de Luíz Vas de Camões) um dos Favoritos - Assemelha até meu estilo escrever
Amor é Fogo
Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode a seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo amor ?
(Soneto de: Luíz Vas de Camões - quem não conhece este é porque nunca ouviu Legião Urbana - musica Montecastelo do Album quatro estações ou nunca freqüentou as aulas de literatura, vi esta poema passado por 4 professoras diferentes em séries diferentes na escola, este acredito que é o poema mais famoso do Brasil e na minha opinião um dos mais belos - )
- Postado por: Jefferson às 00h57
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O Começo de mais uma das Histórias
Domingo a noite em São Paulo, para os paulistanos que estão acustumados com a média de 25 ºC em pleno domingo a noite de 12 ºC é considerado frio e não da nem vontade de sair da cama , pois foi isso que eu fiz até a hora de levantar para ir trabalhar e aconteceu um devaneio :
Em floresta desconhecida e cansado, procurei uma clareira para descançar com meu cavalo. O sol procurava esconder-se atrás das montanhas e o vento forte envergava os pinheiros derramavam pinhas ao redor de todo o caminho. Encontrei na clareira, um lugar limpo e seco de terra escura, desci do cavalo e ouvi um relincho de alegria e disse:
-Calma Mentor! vamos descançar agora!
Acaricei a crina do Mentor e comecei a desamarrar a pesada bolsa de lixos e coisas que encontrei pelo caminho e estavam amarradas a ela. A pesada bolsa caiu no chão e abriu revelando muitas coisas que encontrei em duas luas de viagens, retirei uma pequena jarra e bebi não estava com tanta sede assim mas Mentor estava sedento, estendi em concha as palmas das mãos e derramei agua, ofereci agua ao meu cavalo que bebeu duas vezes e fiz ele sentar. Ele me encarou com aqueles olhos negros e pidões e entendi que estava com fome, voltei para a bolsa no chão e pensei: milho, aonde está o milho? Procurei e não encontrei, procurei mais uma vez! nada para comer somente raízes que cozinharei esta noite para comer, um pouco de sal, pimenta e uma pêra. Ele não come esta tipo de raíz é muito dura para mascar senão estiver cozida, a pêra não vai matar a fome de um cavalo tão grande e forte como o Mentor, estendi a pêra até ele que devorou-a rapidamente enquanto isso sentei e disse:
-Não destes um pedaço para mim Ô! glutão!
Riiiiinch. Ele relinchou mais animado. Retirei minha Aljave de flechas e o arco médio das costas e coloquei no chão e contei as flechas, 15 no total. Encostei o dorso no Mentor e comecei a pensar:
Acenderei uma fogueira e procurarei alguma ave e frutas para depois comermos mas vou descançar um pouco agora.
Cansado fechei os olhos por um instante.
- Postado por: Jefferson às 02h14
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As aulas da faculdade ja vão começar de novo agora dia 1 de agosto de 2006 - Terça feira, e ja vem a correria na repetição da vida do brasileiro, acordar, tomar banho, comer, correr para o trabalho, correr para o metrô, correr para a faculdade, se matar de estudar, chegar em casa, ir na academia, fazer trabalhos, tomar banho, dormir um pouco, acordar... e assim vai até dezembro ...
- Postado por: Jefferson às 00h52
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A Prisão
Ofereci meu peito quente Na hora do cansaço Com deleite deitou
Minhas mãos que teus cabelos afagou Com essas ingênuas mãos do cego Cego estava por completo Em não sentir teus olhos
Belos e vazios
Como serpente encantava vítima Era aquele momento
Uma mudança interior Com força sobrenatural Um poder criador Com imposição imoral
Embriagado por algo Que prende o homem desde o passado Esse encanto maldito Que nos deixa travados
Tempos e tempos para o encanto enfraquecer E com toda malícia em potencial Com objetivo mau
Seus olhos Que belos eles são Não servem para brilhar Porque é perdição
Perdição é teu encanto Seus belos olhos Que defloraram anos de vida mortal Por um objetivo mau
Havia um mundo Com uma mágika proteção Algo In divino Sem definir explicação
Com uma simples palavra Simples revelação Destruiu esse mundo E Revelou sua podridão
Porém o encantamento Ja consumirá varias forças Houve muitas perdas E preparei minhas trouxas
Tiveste triunfo Sem olhar para atráz De cabeça erguida Retirei-me
E teu veneno veterano Como rastro de lesma Deixado para traz Levou consigo Uma fortaleza Que te colocará grilhões Com o anjo da morte
Tua força foi compartilhada Dividida e Eliminada
Notícias galopam Elas nada representam e nada mudarão
Não há reínicios Não há solução Só consequencias Que ficarão
A distancia é enorme Nossos mundos não são paralelos
Sei que nunca esquecerá Do meu forte abraço Que estes olhos vazios pôde tocar
Escrito por Jefferson Rosa na Quinta-Feira de 27 de Julho de 2005 por volta das 3 horas da manha.

- Postado por: Jefferson às 03h31
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Quase um ano para esse blog ser atualizado realmente é algo que somente uma pessoa impulsiva ou esquecida pode fazer afinal nao tenho obrigação de atualizar esse blog nem mesmo memória de que ele exista e esse é o motivo que levou-me a atualizar esse espaço novamente, meu espaço, que pode ser visto por muitas e muitas pessoas !
Será Voyerismo ? ter as idéias lidas por pessoas que não conheço ? Isso é feita desde o passado pelos escritores que imortalizaram suas obras, inventores que mudaram o mundo e etc ...
Qual o objetivo ? Não quero imortalizar obras ou mudar o mundo e Não importa ! Somente existe então vamos aproveitar ! 
- Postado por: Jefferson às 01h32
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Anjo da morte
Eu nunca mais senti A presença do Anjo da morte Chorar, as vezes rir É bom mas não todo dia
Em tantas coisas acreditei Você me deu asas pra voar Tantos lugares atravessamos Deuses mitológicos, submundos, o Grande mar
E era bom Como uma criança em tuas mãos Pude me entregar O meu orgulho, minhas lágrimas O meu medo e o amor
Suave, livre, constante, sedutora e natural Te senti com meu clamor Como uma Deusa imortal
Tudo tão simples Vestida como a natureza Era um mundo ideal
Voei com asas livres pelo ar Não tinha notado que havia grilhões em meus pés
Voei tão alto que a corrente chegou ao seu fim Lutei como um passáro tenta escapar da armadilha
Mas você percebeu e veio ao meu encontro Com teus lábios anestésicos Cai no teu encanto De que ali era um bom lugar
Ja com sono Cansado da Dor Inebriado
Tua face revelada Sem discernir, dancei na tua loucura Esse suave veneno que me preencheu
Clamava FORÇA ! Pra resistir Me deparei nu em pêlo
Ja sem asas Sentindo o flagelo daquela dança O medo enroscado como uma trança Enforcando meu pescoço Sem nada a perder, arrisquei me levantar Dançando com você
Embriagado sem saber o que fazer Compreendi o desejo da sua loucura Mas até hoje nao sei a razão
Fechei os meus olhos e caminhei em direção ao espelho Ao encontro de mim mesmo
Sem nada a perder Só resta a minha própria vida Que até esta foi ameaçada Entreguei-me a minha propria loucura
E o único mau que vejo É o proprio ser humano Criança Louca
Hoje estou estável A loucura passou A força brotou
Talvez você tenha se perdido Na realidade que você mesma criou Compreendi o desejo da tua loucura Mas até hoje nao sei a razão
Não estou mais perdido Mas também não vou voar desatento como antes
Tua balança que tinha asas de um lado E grilhões do outro lado Foi quebrada no meu mundo
Restou-me a Liberdade que tanto esperava Respirar Mas também não vou voar por ai desatento como antes voava
A magoa é sarada por Cronos O Deus Tempo é um bom médico
Uma nova vida me espera Não tenho do que me arrepender De sentir o que precisei sentir Aprendi que o medo A loucura do amor Tambem são Aliados!
Escrito por Jefferson Rosa em Domingo , 25 de Setembro de 2005 por volta das horas da manha.
- Postado por: Jefferson às 11h41
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